Marc Yu – Um Gênio Nato

Marc Yu é uma criança de sete anos como nenhuma outra. Aos dois anos, ele ouviu a canção “Mary Had a Little Lamb” em uma festa de aniversário e pouco depois a tocou no piano impecavelmente. Um ano depois ele estava tocando Beethoven.

Atualmente Marc é capaz de tocar mais de 40 clássicos sem olhar a partitura. Neste programa, enfocamos o crescimento do cérebro desde a concepção até a puberdade para explicar o milagre das crianças prodígio.

Crianças como Marc parecem desafiar as regras do desenvolvimento cerebral. De onde vem este surpreendente talento? Será que é porque Marc começou tão cedo e treinou intensamente, ou ele pode já ter nascido com esta brilhante capacidade cerebral?

Pouco se sabe sobre o cérebro de crianças bem-dotadas. Um neurocientista da Harvard estuda o cérebro de músicos talentosos. Gottfried Schlaug, que também é um exímio organista, conduziu um estudo com dezenas de músicos profissionais e descobriu que o cérebro destas pessoas é fisicamente diferente e especificamente adaptado para a música. Mas como o cérebro dos músicos fica tão especial?

Eles nascem assim ou isso é adquirido ao longo de décadas tocando música? A psicóloga Ellen Winner passou 15 anos estudando crianças bem-dotadas em todas as áreas: artes, música, matemática, língua e conhecimentos gerais. Ellen acredita que é preciso prática para aperfeiçoar qualquer habilidade em uma criança prodígio. Porém, ela também acha que os bem-dotados têm algo extra que não pode ser explicado somente pela prática.

É certamente muito importante que uma criança cresça em um ambiente com estímulo para que o cérebro funcione com sucesso. Nada ilustra este conceito de forma mais veemente do que o caso de Genie, uma garota de 13 anos que passou quase toda a infância trancada em um quarto.

Sem contato com o mundo exterior, seu cérebro simplesmente descartou os circuitos neurais da sintaxe, o que explica o motivo dela nunca ter aprendido a gramática da língua inglesa. Um cérebro em crescimento utiliza uma forma brutal, porém efetiva de ajustar suas ligações – os ativos sobrevivem e os inativos não. O cérebro os utiliza ou os perde!

Este princípio faz com que o cérebro em desenvolvimento fique vulnerável, mas também seja extremamente flexível, tal como o pioneiro estudo do aprendizado, o Projeto Abecedário, demonstrou. No início dos anos 70, os cientistas escolheram a dedo 100 bebês nascidos em uma região carente na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, para participarem de uma experiência singular. Alguns deles, com menos de seis semanas de vida, foram submetidos a jogos de aprendizado criados habilidosamente a partir de uma moderna pesquisa sobre o desenvolvimento infantil.

O resultado foi surpreendente: o estímulo melhorou o desempenho das crianças em várias áreas, tais como linguagem, matemática, QI e sociabilidade. Mais tarde, estas crianças conseguiram atingir níveis mais elevados de ensino e melhores empregos quando comparadas ao grupo que não recebeu estímulo.

Embora o estímulo seja importante para um cérebro jovem, ele não é tudo. Cada criança tem pontos fracos e fortes. Mas atualmente há psicólogos que negam a existência do talento, alegando que ao invés disso é a prática que faz um gênio.

De qualquer forma, a infância não dura para sempre. E se você não é mais uma criança, também não é mais um prodígio. O simples ato de crescer priva um bem-dotado daquilo que o define. Se a adolescência é difícil para a maioria das crianças, ela é um sério obstáculo para os gênios da música, que precisam lidar não apenas com as conseqüências psicológicas do crescimento, mas também com uma segunda rodada da conexão neural do cérebro, aquela do “use ou perca”.

O pianista Lang Lang sabe algo sobre as ciladas da puberdade. Ele atravessou este difícil período e agora é um dos pianistas mais bem-sucedidos do mundo, além de ser o herói de Marc Yu. Após fazerem um dueto, Lang Lang convidou Marc para tocar com ele no Carnegie Hall em dois anos … Isto se Marc treinar o bastante!

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